Humildade pra vencer – somos todos competidores?

Quando você faz alguma coisa de bom você fica se gabando pelo feito?

humildade3

Quer dizer que você se acha superior?

Fico me perguntando quais critérios usamos para avaliar se alguém é inferior ou superior a nós e, ao fazer este exercício, descobri fatos interessantes sobre o comportamento humano…

Dias atrás eu estava no ponto de ônibus com um amigo e uma mulher linda chegou para perto e eu a comprimentei e puxei assunto e esse meu “amigo” ou melhor colega ficou só observando ai o ônibus dela chegou e logo depois ele começou…

– E ai vai pegar? Pegou o número dela? Porra vai deixar essa escapar, se fosse comigo? ( round 1)

Ai eu disse que não sabia e tal e desconversei…( 1×0 pra ele na cabeça dele)

ai veio ele de novo…

– Porra você é viado, na moral a mulher tava te dando condição,se fosse comigo…( round 2) (2×0)

aff beleza…o fato é que eu tinha anotado o número do celular dela e sabia do nome e tal, mas ele não precisava saber de nada disso! Pois no final incoscientemente ele estava apostando se eu era tão bom quanto ele em termos de “pegar mulher” e eu não preciso provar nada para ninguém. ( round 3) (3×0) ( na cabeça dele ele era o fodão)

Na batalha dos pegadores ele venceu pois eu nunca vou me gabar por nada!

hum

Enfim o que eu quero dizer é que se eu pegar a Gisele Bundchen e ninguém ficar sabendo por mim tudo bem, no final eu vou saber a verdade e ninguém mais do que eu vou ficar feliz com o fato.

Acima de nós existe uma quantidade enorme de pessoas mais sábias, competentes, bem-sucedidas e felizes. Nos comparamos a elas? Não quando queremos sentir leve satisfação pessoal. Nesse caso, sempre buscamos falar mal do colega de trabalho incompetente, do vizinho falido, da namorada de um conhecido. ISSO ESTÁ ERRADO!

Competição sádia não é aquela que você quer ferrar o outro, mas sim aquela que você aprende com as qualidades do outro e junta com as suas para obter um resultado positivo.

NINGUÉM É MELHOR DO QUE NINGUÉM! TODOS ESTAMOS AQUI PARA EVOLUIR…

humildade

Todos nós temos momentos de euforia, até os mais nobres guerreiros. E nesses momentos, é que temos a vontade de revelar o que nos deixa eufóricos aos companheiros de batalhas. Não faça mais isso!

Temos o hábito de “lançar pérolas aos porcos”, e deixamos de oferecer a menor parcela de nós mesmos aos que de nós, esperam apenas migalhas; pois para estes, basta, muitas vezes, apenas a nossa atenção.

Não há nada de errado em ficar feliz e querer comemorar algo, uma conquista, uma batalha vencida; o que está errado é tentar oferecer as mesmas sementes que lhe conduziram à vitória aos que a sua volta estão. Sementes da sua vitória são “péroloas”, sua riqueza, que você sabe bem as árvores e frutos que dão no futuro. Sabe como cuidar bem de cada uma, e têm a paciência que conduz o pequeno “broto” a mais bela e forte planta que, no futuro, lhe dará os melhores frutos.

Ao “atirar pérolas aos porcos”, você perde não só o seu tempo, mas o respeito que tinha até o momento. A arma do “tolo” é o “deboche”; e o guerreiro que é sério, deve ao mostrar ao tolo, sempre, que não tolera essas atitudes e ser firme em sua posição de descontentamento. Deve também o nobre guerreiro, não lançar mais o conhecimento e informações ao vento; certamente, horas e dinheiro foram gastas para se obtê-los. Valorize cada informação que tenha, cada conhecimento adquirido, e compartilhe apenas com aqueles que são capazes de entender cada valor do que tens em sua mente e coração.

O maior sábio, é o que aprendeu a não lançar o seu conhecimento aos “porcos” como o “lavagem” que é colocada no cocho; sabio serás se o seu silêncio despertar a curiosidade do “tolo” em aprender, e mais ainda, se ele tiver vontade de aprender com você. Mantenha silêncio de seus atos, planos e estratégias; mas mantenha a comunicação com o seus para o tempo todo, saber o que na cabeça de cada um tem, e sobre quais caminhos e terrenos pisam e andam – cada um se revelará em seu próprio silêncio, através de seus frutos…

A crítica é sempre sinal dessa busca por nos ranquear lá no alto e permanecer acima da carne seca. Por isso adoramos assistir reality shows e parar hipnotizados diante de um acidente. Inconscientemente sentimos um alívio mórbido: “antes ele do que eu”.

Inferior sob qual ótica?

A inferioridade que sentimos é evidente quando encontramos colegas de colégio que aparentemente deram a largada da vida profissional na mesma época. Será realmente que partimos do mesmo ponto?

Aliás, que marcadores de sucesso são utilizados por cada pessoa? Por hábito medimos muita coisa com base no dinheiro, mas e se partirmos de valores distintos? Um “fodão” do mercado de ações achará um fracasso o colega que virou jornalista de comportamento e economia. Se os critérios não são claros, como dizer que alguém está errado ou no topo da lista?

jesuslavape

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